Elas são o sonho de consumo de muitos jovens
e chamam a atenção de qualquer um que goste de carros.
As chamadas picapes leves, derivadas na maioria das vezes de compactos,
vieram ao mundo com a longínqua Fiat PickUp, baseada no Fiat
147. Passados mais de 25 anos, os modelos mantêm a mesma essência,
porém não o mesmo fim: são mais vistas rodando
com a caçamba vazia, do que servindo a empresas. A Strada
foi lançada em 1999 como substituta do Fiorino. A versão
cabine-estendida, que hoje representa a maior parte das vendas do
modelo, chegou no final do mesmo ano. Já a Montana chegou
há dois meses para substituir a já desgastada Pick
Up Corsa. O modelo conquistou o título de Picape do Ano 2003,
concedido pela revista Autoesporte.
POR FORA
Não há o que discutir. As duas picapes
são bonitas.
As linhas da atual Strada foram apresentadas em
2002. Tal qual a Saveiro, o modelo conta com faróis retangulares
de lente lisa e vincos no capô que descem em direção
a grade. Com cabine-estendida e o suporte instalado no teto seu
desenho fica harmônico. Na traseira o nome Fiat é gravado
em baixo relevo na tampa e existe um apoio para sob o pára-choque
para facilitar a acomodação de bagagens na caçamba
– a menor de todas, com 685 quilos de capacidade máxima
e menor área aproveitável.
A mais atual de todas é a Montana, que foi
apresentada no último dia 12 de outubro. Suas linhas abusam
dos vincos, em especial nas laterais da caçamba, que conta
com um apoio para os pés. A cabine, chamada pela General
Motors de “MaxCab”, é um meio termo entre a estendida
da Strada e a simples da Saveiro, ou seja, comporta pequenos volumes.
A frente, semelhante à do Corsa, tem faróis arredondadados.
A caçamba é a maior de todas, seja em área
útil, seja em capacidade de carga – 735 quilos.
POR DENTRO
Como nos compactos de que elas derivam, o plástico
rígido predomina no interior de nossas três picapes.
Na Montana o painel é exatamente igual ao do Corsa, com linhas
arredondadas. A instrumentação é na cor preta,
com iluminação em amarelo. A portas contam com parte
do revestimento em tecido e o restante em plástico. Atrás
dos bancos, espaço para pouca bagagem, bolsas de pequenas
dimensões e nada mais. Apesar de ter o painel menos atraente,
a Strada é a que apresenta o melhor habitáculo. Além
da posição de dirigir mais elevada das três,
o modelo conta com a cabine estendida, que permite alojar bagagem
ou até duas pessoas em percursos curtos. Tal configuração
privilegia os motoristas mais altos, uma vez que os bancos podem
ser deslocados totalmente para trás. Suas portas são
todas revestidas em tecido.
QUANTO CONSOMEM E COMO ANDAM?
Confira abaixo os dados de cada uma delas divulgados
pelos fabricantes: Chevrolet Montana 1.8 Flexpower – Com gasolina:
105 cavalos e 17,3 m.kgf de torque; aceleração de
0 a 100 km/h em 10s6; velocidade máxima de 178 km/h; consumo
urbano de 11,2 km/l e rodoviário de 15,3 km/l. Com álcool:
109 cavalos e 18,3 m.kgf de torque; aceleração de
0 a 100 km/h em 10s2; velocidade máxima de 180 km/h; consumo
urbano de 7,7 km/l e rodoviário de 10,7 km/l. Fiat Strada
Working 1.8 Cabine-Estendida – Com gasolina: 103 cavalos e
17 m.kgf de torque; aceleração de 0 a 100 km/h em
9s7; velocidade máxima de 178 km/h; consumo urbano de 11,3
km/l e o rodoviário de 15,2 km/l.